Thursday, December 29, 2005

Palco lunar ou a Serra no seu melhor


Parece um palco lunar, mas de facto é apenas a Serra da Estrela, na Torre, com as nuvens em fundo, na quarta-feira, 28 de Dezembro. O final de ano tradicional na Serra da Estrela está desta vez mais ''rico''.

Tuesday, December 27, 2005

D' este viver aqui neste papel descripto: cartas da guerra


''Olha, tenho-me lembrado muito hoje de Tomar, e quanto mais me lembro mais bonita a acho - e vivível. Não posso esquecer que foi lá que fiz o meu filho, não me posso esquecer do Mouchão, do Convento, do verde por toda a parte, das flores nas ruas, do rio e dos seus peixes, da Corredoura, dos momentos afinal felizes que lá passei. Nada de mau me aconteceu em Tomar, foi um espaço bom, o melhor de todos, o único bom nesta minha já longa carreira militar ainda tão longe do fim, não me importava de morrer lá para me levarem a pé ao cemitério ... atravessando a cidade, a pé ao cemitério a pé ao cemitério a pé ao cemitério.'' António Lobo Antunes

Monday, December 26, 2005

Arte em Exposição até 31 de Dezembro


Porque o final do ano se aproxima e com ele o encerramento de muitas exposições temporárias, aqui ficam algumas curtas referências a algumas em diferentes espaços do país.

Galeria dos Paços do Concelho de Tomar
Emília Nadal
é um dos maiores expoentes da arte portuguesa do século XX. Nasceu em Lisboa em 1938, contemplando a sua obra, a pintura, desenho, gravura, cartaz, a vídeo-perfomence e o objectualismo que a levaram à criação de ''Embalagens para Produtos Naturais e Imaginários Liofilizados''. 4ª feira a domingo, das 12 às 17 horas

Galeria Fernando Santos, Rua de S. Paulo, 98 (ao largo de S. Paulo), Lisboa
Álvaro Lapa: reunião
''Álvaro Lapa pergunta: como é posível criar uma pintura que encerra todos os símbolos do universo? ...'' segundo nos diz José Gil no texto do catálogo.

Museu Municipal de Faro
Cinema em Cartaz
Nesta exposição apresenta-se uma selecção com mais de 60 peças do núcleo de cinema da colecção Joaquim António Viegas.

Galeria 111, Lisboa, Campo Grande
Alex Fleming: Flying Carpets
Como num hai-kai visual, Flemming criou um ideograma onde Ocidente e Oriente estão intrinsecamente ligados, um objecto de arte no qual imediatamente se reconhecem ambos os contextos. Lembra as 1001 noites de uma maneira surpreendentemenet nova e actual. O Ocidente é trazido no símbolo da modernidade tecnológica do avião em si, e representa-se o Oriente por meio de um dos seus ícones clássicos, o tapete que se estende aos pés do viajante como símbolo de hospitalidade.

Rui Carvalho
Da pintura e dos desnhos de Rui Carvalho decorre um fascínio que é, em primeiro lugar visual: o espaço é inteiramente preenchido com formas desenhadas predominantemente a preto e branco, de modo que recorda o desenho da banda desenhada menos institucional ou a xilografia que deixa transoparecer os veios do bloco de madeira.

Museu do Chiado (MNAC) Rua Serpa Pinto, 113 Lisboa
William Kentridge
Nascido em Joanesburgo (1955), a sua obra é uma das mais significantes da actualidade, oferecendo uma visão distintiva da história do apartheid e, mais amplamente, sobre a natureza das emoções humanas e da memória.
www.museudochiado-ipmuseus.pt

O Cinema volta a Tomar


O cinema está de regresso a Tomar e recomeçou já na passada quinta-feira, 22 de Dezembro. Após o encerramento do Cine-Templários, a Câmara Municipal encetou esforços no sentido de recuperar o mais rapidamente possível a exibição regular de filmes na cidade, o que vai acontecer já a partir de dia 22 de Dezembro.
“Harry Potter e o Cálice de Fogo”, a mais recente aventura cinematográfica do famoso aprendiz de feiticeiro, com realização de Mike Newell, é a película de estreia no regresso da sétima arte ao Cine-Teatro Paraíso, prometendo muita animação para as férias de Natal, uma vez que vai estar em exibição até final do ano.
A partir de agora, o Cine-Teatro Paraíso terá uma sessão de cinema diária, de segunda-feira a sábado, às 21.30 horas. Ao domingo, além da sessão da noite, haverá outra às 16.30 horas.

Sunday, December 25, 2005

2006 - Ano Lopes Graça


Secretário de Estado da Cultura esteve no lançamento

2006 vai ser o ano Lopes-Graça em Tomar



No dia em que se assinalaram os 99 anos do nascimento de Fernando Lopes-Graça, a Câmara Municipal de Tomar apresentou, no sábado, 17 de Dezembro, o projecto de comemorações do centenário do compositor, numa cerimónia realizada no auditório da Biblioteca Municipal e que contou com a participação do secretário de Estado da Cultura, Mário Vieira de Carvalho. Fazendo jus ao grande envolvimento da população do concelho, que se pretende conseguir com estas comemorações, a sessão teve a presença de grande número de cidadãos, com destaque para os representantes das associações do concelho.
O secretário de Estado manifestou o seu agrado pelo facto de as comemorações nacionais do centenário daquele que foi um dos maiores vultos da música portuguesa do século XX reunir as propostas das diversas autarquias que tiveram uma relação mais aprofundada com o maestro.
Quanto à programação preparada pela Divisão de Animação Cultural da Câmara de Tomar, considerou-a muito interessante por abordar as diversas facetas do homem, que foi também cidadão activo e destacado anti-fascista. A vontade expressa deste projecto de aproximar Lopes-Graça dos tomarenses foi outra das virtudes salientadas pelo governante.
Satisfeito com a adesão da autarquia e da população, Mário Vieira de Carvalho reafirmou o desejo de que o concerto de encerramento do centenário, dia 17 de Dezembro de 2006, seja em Tomar, com a audição de uma peça inédita, o Concerto n.º 2 para piano e orquestra.
Para começar da melhor maneira as comemorações, esta sessão contou ainda com um excelente concerto de piano por Miguel Henriques, intérprete de alguns dos melhores registos fonográficos recentemente surgidos da música de Lopes-Graça, e nos quais se reconhece uma leitura profunda e exaustiva, a qual lhe permitiu realizar todos os ambientes tímbricos e sonoridades subentendidas na escrita do compositor, mas apenas alcançáveis por grandes intérpretes.
Também os intérpretes tomarenses do compositor não podiam deixar de estar presentes, representados por três alunos de piano da Canto Firme e dois de flauta transversal e guitarra da Gualdim Pais.

O programa das comemorações

As comemorações do centenário de Lopes-Graça, em Tomar, vão decorrer durante todo o ano de 2006, começando já em Janeiro com o início da publicação de fascículos mensais acerca da vida e obra do maestro, junto com o Boletim Informativo / Agenda Cultural, da Câmara Municipal de Tomar, bem como com um programa de rádio sobre o mesmo tema.
O legado de Lopes-Graça – no campo musical, nos textos que nos deixou, no seu papel enquanto pedagogo, e na luta que travou pela liberdade - reflecte a multidimensionalidade da sua personalidade. É sob esta perspectiva que a Câmara Municipal de Tomar delineou o programa das Comemorações do Centenário.
Lopes-Graça > Compositor
Nesta perspectiva o destaque vai para o papel desempenhado pelo compositor na cena musical nacional, enquanto compositor, maestro, pianista conceituado. Das acções a desenvolver, destacamos o apoio da autarquia ao Concurso de Piano Lopes-Graça, promovido pela Canto Firme de Tomar e a reedição do Prémio Municipal de Composição – Fernando Lopes-Graça, promovido pela própria Câmara.
De entre as publicações que se pretende editar, destacamos a tese de mestrado de António Sousa sobre o autor tomarense.
Lopes-Graça > Pedagogo
Ainda dentro desta abordagem, o gosto que Lopes-Graça teve por ensinar e o seu trabalho na difusão musical junto do público jovem, constituíram o mote para o segundo tipo de propostas, nomeadamente para a implementação do projecto “Música a Brincar”, que consiste na gravação da obra “Rondas e Canções Infantis” por um coro criado para o efeito, com a produção final de um CD e de um livro de apoio à exploração pedagógica das músicas.
Outra proposta é a da criação de uma banda desenhada com a vida de Lopes-Graça e a itinerância pelas escolas do concelho de uma pequena exposição sobre quem foi este cidadão tomarense.
É a sua faceta de pedagogo que orientou na definição deste conjunto de acções.
Lopes-Graça > Cidadão de Tomar
Para além do brilhante musicólogo que foi, Lopes-Graça é também cidadão de Tomar. É a familiarização dos tomarenses com este seu conterrâneo, que guia o terceiro tipo de acções. Assim, iniciar-se-á em Janeiro a edição junto com a Agenda Cultural, de um fascículo com a vida de Lopes-Graça. Em simultâneo, na rádio ensinar-se-á a ouvir a sua obra. É o programa “Breves sobre Lopes-Graça”.
No final do ano, editar-se-á um CD-rom com a recolha de informação sobre Lopes-Graça. Também o Boletim Cultural da Câmara Municipal de Tomar dedicará um número especial a Lopes-Graça
Lopes-Graça > Cidadão do Mundo
Por fim, é o cidadão do mundo que é apresentado, com uma abordagem das suas influências e do percurso que trilhou fora de Portugal.
Nesta última abordagem não poderia ficar esquecida a luta anti-fascista de Lopes-Graça, apresentando-o como um homem de ideias, ideais e valores.
Transversal às diversas abordagens à figura do homem, a recuperação da casa onde nasceu, instituindo-a como Casa Memória Lopes-Graça, será um dos pontos culminantes do Programa das Comemorações. Trata-se de lançar as bases para um trabalho futuro de interiorização da figura de Lopes-Graça enquanto Homem de Tomar.
Também associado às Comemorações do 100.º aniversário de Lopes-Graça, pretende-se homenagear outra figura da cultura tomarense, seu amigo, pessoa a quem a vida o uniu por amor a Tomar: Fernando Araújo Ferreira (Nini Ferreira). Trata-se de eternizar pelo bronze duas personalidades marcantes da cultura e sociedade tomarense.
Como não poderia deixar de ser, estas comemorações serão marcadas por concertos diversos ao longo do ano, destacando-se aqui o concerto de encerramento das Comemorações do Centenário do Nascimento de Lopes-Graça ao nível nacional, no dia 17 de Dezembro de 2006, com a apresentação do Concerto n.º 2 para piano e orquestra de Lopes-Graça.

Sunday, December 11, 2005

Oficina de Poesia

Graça Arrimar vai realizar mais um recital, desta vez, com os alunos que frequentam a "Oficina de Poesia" (espaço educativo da sua responsabilidade) na Escola de Santa Iria. O espectáculo, integrado no Plano Anual de Actividades da Escola, tem por objectivo mostrar à comunidade educativa como se pode viver a cidadania de uma forma criativa, tomando consciência das diferentes formas de arte, aprendendo a gostar delas e a exercitá-las (cantando, tocando, pintando, dramatizando, escrevendo e/ou lendo poesia). Graça Arrimar reune à sua volta jovens de ambos os sexos com alguns gostos comuns, ou que viram despertar a sua sensibilidade para a poesia e dramatização, nesta oficina de poesia. No dia 16 de Dezembro, durante a manhã, na Biblioteca da Escola de Santa Iria, ocorrerá o Recital de Poesia - Festa de Natal, com a participação de alunos de 5º, 6º e 7º Anos.

Monday, December 05, 2005

Big Bang no Centro Pompidou - Paris




Iniciativa que associa livremente artes plásticas, fotografia, cinema, vídeo, arquitectura, design e literatura, revelando trabalhos e estilos que marcaram o panorama criativo desde o início do séc XX, big bang da arte moderna.

Interrompant pour un temps le principe des présentations de mouvements artistiques ou de monographies, tout en resserrant l'accrochage sur un seul étage du Musée, Big Bang constitue une expérience inédite.Ce redéploiement se fonde sur une thématique cruciale pour comprendre l'art depuis le début du 20e siècle : le « Big bang » moderne. Revendiquant une liberté radicale et pulvérisant les valeurs établies, le projet moderne a produit une destruction créative. Il a d'abord été le lieu d'une crise profonde de la représentation, fondée sur un désir de réinventer sans cesse de nouvelles formes : déconstruction des formes par le cubisme, défiguration par l'expressionnisme, subversion des images par le dadaïsme, autonomie constructive avec l'abstraction… La scène de l'art a été un terrain d'expérimentation où se sont exprimées toutes les recherches et toutes les revendications. Affranchis du poids de l'Histoire et du carcan de la culture académique, les artistes ont apporté un renouvellement fécond de la perception qui a façonné de manière irréversible nos consciences contemporaines. Conçu à partir de l'idée d'une expansion continue des formes et des forces créatrices depuis un centre originel détruit, ce nouveau parcours de la collection s'articule autour de huit sections, attitudes ou champs d'investigation qui sont au cœur des expérimentations des artistes : Destruction, Construction / Déconstruction, Archaïsme, Sexe, Guerre, Subversion, Mélancolie et Réenchantement. En donnant à voir le lien étroit qui unit destruction et création, c'est un éclairage inédit des phénomènes culturels et artistiques du 20e siècle, ainsi qu'une compréhension des pulsions et des procédures à l'œuvre qui sont aujourd'hui proposés.

DestructionLa modernité inscrit l'idée même de destruction au cœur de la redéfinition de l'art. Cette volonté de faire table rase s'exerce à chacun des niveaux de l'acte créateur : destitution des sujets traditionnels de l'art, dislocation de la figure, éclatement et brouillage du plan et de la perspective... Le statut de l'objet artistique (cohérence, limites, verticalité…) est mis à mal tandis que s'affirme à travers l'art une ambition réformatrice, anthropologique et sociale.Construction / DeconstructionCommencée avec l'aventure cubiste, la déconstruction formelle et analytique de l'œuvre d'art va se complexifier dans une suite de procédures artistiques inédites qui va de la transparence à l'aléatoire, du mou au changement d'échelle, etc. Cette spéculation sur la forme de l'œuvre d'art est aussi à la source de l'art conceptuel, qui conçoit le langage comme une procédure artistique en soi. Déjà, entre 1914 et 1966, une partie de l'activité artistique de Marcel Duchamp a consisté en l'élaboration de notes manuscrites préparatoires à ses œuvres. ArchaïsmePrimitivismes et archaïsmes ont traversé tout le 20e siècle, depuis les évocations « exotiques » héritées du 19e siècle jusqu'aux expressions métissées les plus contemporaines. Au tournant des années 1920-30, s'affirment l'idée mythique d'un retour à une enfance de l'art – André Breton déclare avec force : « l'œil existe à l'état sauvage » – et la volonté de retrouver une force originelle qu'invoquaient déjà les peintres expressionnistes allemands. Dans les années 1940, apparaissent des procédures multiples qui produisent ou simulent des effets de régression, qui se réfèrent à des territoires enfouis de la pensée et qui explorent des langages autres, hybrides, archaïsants.SexeL'art du 20e siècle n'a cessé de puiser une grande partie de son énergie créatrice dans le risque essentiel que prend celui qui regarde, c'est-à-dire celui qui désire. L'affirmation du droit à la jouissance, la libération de la femme, celle du corps en général et des pratiques sexuelles font du sexe un terrain exploratoire permanent de formes, de registres, de gestes, un point d'achoppement pour la pensée. De Sigmund Freud à Georges Bataille, de Charles Baudelaire à Pierre Guyotat, réalité et réflexion se renforcent pour installer au cœur du 20e siècle un lien indiscutable entre le sexe et la mort.GuerreDévasté par deux guerres mondiales, secoué par des conflits incessants qui affectent la planète entière, marqué par l'apparition de nouvelles armes et la montée d'une forme inédite de « barbarie », le 20e siècle a intégré profondément, et avec gravité, le questionnement sur l'histoire. Un double mouvement s'affirme : d'une part l'extraordinaire prise en charge de l'histoire par les artistes – accompagnée d'un sentiment de responsabilité et de devoir de témoignage qui entraîne souvent engagement et mobilisation –, d'autre part le bouleversement radical de la forme, prise dans un processus irréversible de déconstruction et de renouvellement. À la question de la confrontation directe avec les événements historiques se superpose celle, plus générale et morale, de la mémoire et de l'oubli, de l'angoisse de la mort et de la précarité de la condition humaine contemporaine.SubversionLes attitudes de la subversion, telles que la parodie, le rire ou le mot d'esprit, font partie intégrante, tout au long du siècle, de l'action artistique. Ces stratégies de provocation, qui passent par la transgression et la dérision, opèrent à l'encontre des valeurs établies et du bon goût en appelant à l'irrationnel et à l'absurde, au doute généralisé ; elles s'appliquent au statut de l'œuvre d'art comme aux mécanismes sous-jacents des différents pouvoirs (politiques, institutionnels, marchands, etc.). Nourri de la lecture des grands insurgés de l'histoire : Sade, Nietzsche, Lautréamont, Rimbaud, l'esprit de subversion développe également le goût pour l'humour noir et blasphématoire, pour le grotesque ; la figure d'Ubu, créée par Alfred Jarry, devient pour beaucoup emblématique.MélancolieTraversant les époques sous diverses formes, le thème de la mélancolie, qui traite de la condition existentielle de l'homme souffrant de son éloignement d'un Idéal, de l'absence d'espoir et du temps qui le dévore inexorablement, a été porté au siècle dernier par toute une généalogie d'artistes. « Enfants de Saturne » et anges déchus des avant-gardes, guidés par la nostalgie, la recherche métaphysique du sublime ou du néant, aspirent, par exemple, à l'absolu de la non-représentation, mais regrettent la mort du sujet et du style, récusent toute morale, mais fondent une conception mystique de la transgression.RéenchantementLes forces vives d'un possible réenchantement sont toujours là, au sein même de la destruction, de la dérision ou de la subversion, parfois même en plein affrontement avec le drame du quotidien et de l'Histoire : le merveilleux, le sacré, l'espoir, l'utopie trouvent, à l'ère planétaire, de nouvelles formes. C'est que l'homme contemporain, qui dispose de toutes les libertés et d'une avancée technologique sans précédent, doit sans cesse se réinventer : la peur, la mélancolie, la cruauté, la médiocrité, la lucidité l'habitent, mais le tenaille aussi la soif d'un renouvellement, individuel, collectif. Décrire ce qui se dérobe au regard, faire parler ce qui se tait, libérer des tabous, réactiver un champ de mémoire, croire en de nouvelles utopies… Miroirs de révélation ou échelles d'évasion, les procédés du réenchantement sont multiples pour les artistes : le sublime en fut un, les autres se succèdent : le primitif avec l'objet sauvage, le réel avec le ready-made, la couleur seule avec les œuvres monochromes, l'image en mouvement avec la vidéo… Les deux propositions plastiques, que nous présentons ici pour la première fois, en cette fin de parcours, constituent des espaces d'initiation, entre vertige et rêve.Iconographie : Yves Klein, Anthropométrie de l'époque bleue, 1960, © Adagp, Paris 2005Marlène Dumas, Sang mêlé, 1996, © Droits réservésGiacometti, Femme debout II, 1959-1960, © Adagp, Paris 2005Andy Warhol, Ten Lizes, 1963, © Adagp, Paris 2005

Centenário de Lopes-Graça comemorado em Tomar



Completam-se cem anos no dia 17 de Dezembro de 2006 sobre o nascimento, em Tomar, de Fernando Lopes-Graça, um dos mais importantes compositores portugueses do século XX. O centenário, naturalmente, não podia deixar de ser condignamente assinalado pela terra sua terra natal.
As comemorações vão estender-se a todo o ano de 2006, e além do objectivo da evocação desta figura maior da cultura, pretendem dar a conhecer a obra e a vida do autor aos seus conterrâneos.
Assim, no dia em que se assinalam os 99 anos do nascimento, sábado, 17 de Dezembro, a Divisão de Animação Cultural da Câmara Municipal de Tomar vai fazer a apresentação do projecto de comemorações do centenário, em cerimónia a decorrer no auditório da Biblioteca Municipal, a partir das 17 horas.
Melhor que as palavras, é a música que vai marcar este ano. Por isso, a apresentação será antecedida de um concerto de piano por Miguel Henriques, intérprete de alguns dos melhores registos fonográficos recentemente surgidos da música de Lopes-Graça, e nos quais se reconhece uma leitura profunda e exaustiva, a qual lhe permitiu realizar todos os ambientes tímbricos e sonoridades subentendidas na escrita do compositor, mas apenas alcançáveis por grandes intérpretes. Este concerto integra-se no ciclo Cantar Natal, organizado pela Canto Firme de Tomar – Associação de Cultura. (informação CMT)

Sunday, December 04, 2005

António Carneiro até 8 de Janeiro de 2006



ANTÓNIO CARNEIRO no Centro de Arte Moderna José Azeredo Perdigão
Algumas Pinturas e Desenhos
Pintor, poeta, ilustrador, António Carneiro (1872-1930) foi uma figura proeminente da cena cultural portuense. Director artístico da revista A Águia esteve ligado ao movimento da Renascença Portuguesa. É difícil enquadrar a sua obra numa única corrente estética e o seu percurso artístico torna-o um caso único no panorama das Artes do seu tempo. Introvertido e solitário encarou o seu trabalho com disciplina e rigor. Deixou uma vasta e reconhecida obra como retratista, mas são inúmeras, também, as paisagens a óleo das praias do norte e as aguarelas do Brasil. O pequeno núcleo de pinturas e desenhos recuperados das reservas, pretende revisitar a obra do artista.
Visitas Guiadas ao Fim-de-Semanapor Sofia Lapa
CAMJAP Rua Dr. Nicolau de Bettencourt, Lisboa, Tel. 217 823 474

Colecção Berardo - Construir / Desconstruir / Habitar

COLECÇÃO BERARDO - Construir Desconstruir Habitar
Exposição semi-temporária no CCB
Até ao final de 2005 de terça a domingo das 10h às 19h
última entrada às 18h15.
Galeria 4
de terça a domingo, das 10h às 19h
A Colecção Berardo tem vindo a ser apresentada no Centro Cultural de Belém em exposições cronológicas e temáticas, como foi o caso da exposição que, durante seis meses do ano de 2004, ocupou os espaços do piso 2 do Centro de Exposições, intitulada “Corpus”. Se essa exposição reunia obras que eram significativas das transformações da visão e pensamento sobre o corpo, a presente exposição da colecção Berardo resulta de uma selecção de obras que, de uma forma mais próxima ou metafórica se relacionam com o questionamento sobre o espaço. Assim, a exposição procurou, no seio da colecção, as obras que, quer através da representação, quer através da construção de espaços, reflectem uma particular relação com
a arquitectura, a vivência do espaço e a paisagem. Neste sentido, a exposição constrói-se a partir das experiências dos artistas constructivistas e do dealbar da abstracção na segunda década do século XX, até ao minimalismo Americano das décadas de 1960 e 70. Simbólicamente, o percurso inicia com Malevitch e El Lissitzky e conclui com Fernando Calhau e Richard Serra.Preço único: 3,50€Crianças até aos 12 anos: € 0,50Grupos escolares: € 0,50 por alunoDescontos de 50% para Estudantes, Portadores do Cartão Professor CCB e Terceira Idade. Os descontos não são acumuláveis.

Cinema em Cartaz até 31 de Dezembro

Selecção de mais de 60 cartazes do núcleo de cinema da colecção Joaquim António Viegas. Será possível ver cartazes das primeiras versões de filmes que marcaram a história do cinema como Quo Vadis?, cartazes de filmes de ficção, alguns dos quais remontam a 1904, cartazes dos primeiros filmes cómicos, cujos actores inspiraram comediantes como Charlie Chaplin ou ainda de filmes de adaptações literárias como Os Miseráveis, de Vitor Hugo
Museu Municipal de Faro, Largo D. Afonso III, 14, Faro, telef. 289 897 400

A Colher de Samuel Becket

No Auditório Lopes Graça na Associação de Cultura Canto Firme, ainda nas quintas feiras 8 e 15 de Dezembro, depois do jantar, 21h 30m, a Oficina de Teatro da Canto Firme, apresenta A Colher de Samuel Becket.